| 08 Agosto 2010
No último dia 03 de junho a Comissão Especial da infância, da Adolescência e da Juventude, presidida pela Deputada Lídice da Matta, fez uma visita surpresa á Casa de Acolhimento ao Menor (CAM). A imprensa mostrou a cara e a gente também estava nessa. Demos um rolé na instituição, visitamos algumas oficinas oferecidas para os jovens e demos um saque no lugar onde eles dormem. Descobrimos que a casa está super lotada. A razão? Dos 292 internos, 171 já estão com o internamento provisório vencido, mas continuam reclusos na instituição sem saber qual a medida sócio-educativa que deveriam estar cumprindo.
A CAM, juntamente com a CASE (Comunidade de Atendimento Sócio-educativo) são instituições para onde são enviados os adolescentes que cometeram atos infracionais. Lá, eles aguardam uma decisão da justiça, ou cumprem medida sócio-educativa de restrição de liberdade, ou semiliberdade.
É de arrepiar, no lugar onde deveriam dormir três jovens, dormem seis. É que o período máximo de 45 dias, previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, para que o Juiz da Vara da Infância e da Juventude decida qual a medida sócio-educativa que eles deveriam cumprir, já se esgotou há uma cara! J.L.S, por exemplo, espera a resolução do Juiz há dois anos. "Eu já tenho tanto tempo aqui que eu não acredito mais em nada", disse.
A direção da CAM deu a real ao Sou de Atitude que a solução desse problema está nas mãos da justiça. Já a Juíza substituta da Vara da Infância e do Adolescente, Isabel Lima, responsabilizou a falta de infra-estrutura. Beleza, mas e agora? O que vai rolar com esses jovens?


