| 20 Março 2009
Educação ambiental é pauta das escolas municipais de Salvador
Cerca de 40 pessoas, entre elas diretores/as e coordenadores/as das instituições de ensino municipais de educação participaram da reunião do projeto Agenda 21 na escola. Conversar sobre a situação da educação ambiental, considerar os pontos positivos e negativos dessa prática e sugerir ações para melhorar as atividades do projeto foi o objetivo da atividade, que contou também com integrantes da Secretaria Municipal de Educação e Cultura – Smec e membros do Coletivo Jovem de Meio Ambiente. O encontro ocorreu no dia 06 de Março, das 14:30 às 17:30, no Centro de Aperfeiçoamento Pedagógico (CAPS), no bairro da Pituba.
Ao som do samba de roda de Dona Edite do Prato de Santo Amaro e da dinâmica do carrossel iniciou-se o a reunião geral com diretores/as e coordenadores/as das escolas municipais de Salvador. Esse momento foi de descontração-integração onde os/as participantes giraram numa roda, como numa brincadeira de criança e em determinados momentos paravam, se olhavam e expressavam o nome, a cor que mais gostava, a escola onde atuava, entre outras questões.
Feito a dinâmica, houve uma apresentação do projeto agenda 21 na escola que tem o objetivo de formar comissões, que englobe a participação de diversas pessoas ligadas às escolas para desenvolver ações que modifiquem a realidade indesejada. Ian Aguzzoli e Loran Santos destacaram os pontos principais das atividades do projeto, voltado para estudantes do 6º ao 9º ano, a sua metodologia, ressaltando a importância do envolvimento dos/as coodernadores/as e diretores/as para uma boa recepção dos monitores/as nas escolas.
Logo depois, Lilite Cintra do Grupo ambientalista da Bahia – Gambá (www.gamba.org.br), instituição parceira na realização do projeto explanou brevemente sobre o histórico de acompanhamento da equipe e a importância dessa experiência, onde jovem educa jovem. “É de grande relevância o principio de que uma geração aprende com a outra. Durante esse processo de acompanhamento contribuir com eles, mas sobretudo aprendi muito”. Lilite ainda destacou algumas dificuldades estruturais na parceria com a SMEC.
Em seguida, Larissa Silveira, assessora técnica de educação ambiental da Smec reconheceu algumas dificuldades por conta da burocracia institucional. Por outro lado, focou sua fala na importância da Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente nesse caminhar. “No projeto os adolescentes tomam consciência dos espaços de participação e criam interesse de participar das conferências, inclusive tem um da rede municipal que vai para a etapa nacional”, concluiu. Ela falava sobre a III Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (www. portal.mec.gov.br/secad/CNIJMA), que ocorrerá em Luziânia-GO entre os dias 03 e 08 de Abril e reunirá centenas de adolescentes brasileiros/as.
“Acompanhei os adolescentes na conferência estadual e percebi o quanto eles amadurecem e se reconhecem. Quando voltam para a escola, voltam super valorizados, empolgados e com mais vontade de participar, enfim, transformar a escola” concluiu Tatiana Castro professora da escola Arlete Magalhães.
Dividimos as pessoas em alguns grupos de acordo com os/as respectivos/as monitores/as. “Os estudantes que participam do projeto são os que mantêm as turmas mais limpas, são os que tiram melhores notas. Realmente essas atividades é um diferencial dentro da escola,” afirmou Cibele Dantas coordenadora pedagógica da escola municipal Helena Magalhães, após voltar da conversa no seu grupo.
Ao final, outras questões foram abordadas pelas educadoras. Uma delas sugeriu a criação de um e-grupo para facilitar a comunicação entre todos/as envolvidos/as no projeto e outra falou da importância desse projeto comunicar a sua existência na escola como um todo, não apenas no turno onde os encontros estão ocorrendo. Nessa perspectiva, Luciene Santos representante da Smec pontuou, “O monitor (do projeto Agenda 21 na escola) precisa saber qual é a realidade da escola, os projetos já existentes, para assim vincular com o que a gente já faz”.
Histórico
O projeto Agenda 21 na escola foi elaborado pelo Coletivo Jovem de Meio Ambiente – Grupo Pegada Jovem – em 2007 após a solicitação da Secretaria Municipal de Educação – SMEC. O objetivo é formar Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (COM-VIDA), que envolva educandos/as, educadores/as, funcionários/as, mães e pais e moradores do entorno da escola para planejar e executar ações que transformem o ambiente escolar como um todo.
As 28 escolas da Rede Municipal de Educação, que possuem estudantes do 6º ao 9º no turno diurno, estão envolvidas no projeto. Sete monitores visitam semanalmente as instituições de ensino e desenvolvem atividades com quatro horas de duração. Árvores dos sonhos, pedras no caminho e construção do plano de ação são as etapas da metodologia da oficina no futuro, que visa facilitar a compreensão das dificuldades da escola, identificar os responsáveis pela causa e elaborar ações factíveis para modificar a tal realidade.
O projeto ainda conta com oficinas de educação ambiental para os/as professores/as das respectivas escolas e oficinas temáticas específicas, a depender da necessidade de cada escola, como educomunicação, rap, grafite, permacultura, entre outras. Agora em 2008 o projeto entra em sua terceira etapa e está previsto acabar suas atividades no final de Junho com um grande encontro de trocas.


