| 14 Outubro 2010
O núcleo da Rede Sou de Atitude de Ouricuri está em atividade sempre: além das articulações políticas, em um mês, demos 4 entrevistas para programas de rádio locais. O interessante é que nos sentimos realmente organizados em rede, temos reuniões periódicas e cada encontro é presidido por alguém diferente, o que mostra que todos têm uma parcela igual nas lutas, afinal temos um ideal comum e somos farinha do mesmo saco!
No momento, estamos nos articulando para colocar em prática a lei municipal de incentivo a cultura, já votada aqui em Ouricuri. Estamos buscando formas de criar um Fundo e um Conselho de Cultura em nossa cidade, e nesse processo queremos realizar uma Conferência de Cultura. Para isso, é preciso criar canais com o poder público, a exemplo do evento “Dialogando com a Juventude”, realizado há um mês atrás. Lá, jovens de todas as regiões do Pernambuco, inclusive nós, do Araripe, fomos ouvidos por representantes do governo e lançamos propostas para a juventude. Infelizmente fui só, mas representei bem a Rede Sou de Atitude lá, pois considero essa Rede um “coletivo de alma”.
As garotas da rede em nossa cidade, Rozi e Patrícia, estão quebrando por aqui e a cada dia, têm representado melhor o sentimento de nossa luta. Elas estiveram na vanguarda nos diálogos que aconteceram no Encontro Regional de Jovens, que reuniu cerca de 8 cidades do Sertão do Araripe. As meninas aprenderam até a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)! E eu Marquinho (integrante do núcleo) também participamos desse encontro, dei oficina de hip hop e improvisamos uma rima na abertura e no encerramento. Estamos treinando a rima devagarzinho...risos!
Dias 11 e 12 de outubro, seremos presença garantida no pré-encontro para que as cidades da região organizem suas Conferências de Juventude. Será no município de Bodocó, contado com a participação de cinco moradores de Ouricuri. Quero assegurar pelo menos 2 vagas pra Rede Sou de Atitude.
Em setembro estivemos no encontro de Hip Hop em João Pessoa. Acho que representamos bem, dançamos breakin, popping, locking e disputamos freestyle. Leo Bidongo, da Rede daqui, fez graffiti e participamos bem dos grupos de discussão, da plenária e do workshop de raça e gênero (vamos lutar pra trazer esse workshop aqui pra o sertão em breve!!). Enquanto isso, no mesmo período desse encontro (6 e 7 de setembro), Zezine, que também integra o núcleo Ouricuri, agilizou a organização do Grito dos Excluídos em Ouricuri. Mesmo na reta final de sua faculdade, ele está sempre articulando coisas ativamente.
E ainda tem mais! Marquinho está articulando um projeto com outros dois companheiros de articulação, Boca e Dingo, na escola aqui em Ouricuri, com capoeira e hip hop. Estamos sempre fazendo atividades de capacitação, como oficinas de hip hop, capoeira, dança para idosos, etc. Sempre juntos pra somar!
[Libras] Sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
[Rima] Na cultura hip-hop, chamado de “freestyle”. É a prática de criar versos de ‘rap’ (ritmo e poesia) na hora, de improviso.
[Locking] Modalidades de dança de rua, pertencentes à cultura hip hop.
[Freestyle] Ver nota 2
[Graffiti] As artes plásticas na cultura hip-hop. Pintura, em geral com spray, feita nas ruas.


