Seminário de Juventude foi espaço para articulação entre redes
Por: Jonas Araújo (Manaus - Amazonas)

 

O Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis aproveitou a presença de conselheiros e participantes das redes, grupos e organizações de todo o país e realizou uma reunião de trabalho no dia 29 de março. O encontro reuniu cerca de 50 pessoas de diversos movimentos, além de contar com a presença do Deputado Relator da Comissão Especial de Juventude, Reginaldo Lopez. As diversas intervenções tiveram um tom de crítica quanto ao processo de organização dos Seminários Estaduais, bastante tumultuado em todo o país.

 

Além deste primeiro encontro, outros dois alinharam as posturas e perspectivas de ação do FNMOJ, em encontros paralelos durante o Seminário. Nessas oportunidades, foi marcante a presença das Redes de Juventude do Nordeste, Rede Sou de Atitude, Rede de Protagonismo Juvenil, Coletivo de Jovens da BH entre outras. No segundo encontro, foi avaliado que o Fórum conseguiu obter a visibilidade planejada, e que os encaminhamentos tirados na reunião anterior foram cumpridos pelo grupo. Outro dado importante foi a construção de uma carta de repúdio para a CEJUVENT e a composição da comissão de acompanhamento do FNMOJ na construção do Substitutivo.

 

No momento de leitura da resolução do 14° Grupo (Metodologia), fui chamado para ler a carta do FNMOJ. Eu estava todo empolgado, quando, no meio da leitura da carta, fui interrompido por um ato da Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) em prol do Lula. A partir de então, a confusão foi armada. Era o PT de um lado e o PMDB mais o PSDB do outro. Tentei contornar a situação, porém, meu microfone foi cortado. O deputado Reginaldo pediu respeito às manifestações à plenária. Desse modo, voltei a ler a carta, que continha assinaturas de 79 entidades. A carta foi entregue ao relator e foi feita uma ciranda.

 

Discutir as políticas públicas para a juventude que deverão ser aplicadas nos próximos dez anos. Essa foi à proposta do Seminário Nacional de Juventude que reuniu em Brasília, nos dia 30 e 31 de março, jovens de todos os estados brasileiros. Um Brasil jovem que, apesar de se ver diante de um processo atropelado e de espaço apenas consultivo, soube aproveitar o momento para trazer à tona questões que vêm sendo maquiadas por muitos políticos e até mesmo por parte da sociedade, que insiste em não enxergar a cruel realidade imposta à maioria dos jovens brasileiros.